O vulcão finlandense

Fui entregar uma peça ali numa grande empresa da cidade e, enquanto aguardo meu contato vir buscá-la na portaria, escutei o seguinte diálogo. O caipirês não é implicância! Estava muito explícito na conversa e me chamou a atenção, por isso reproduzirei a conversa em seu dialeto original.

— Nó, pudia chuvê né.
— Mai num chove essas época.
— Chove sim, sô! Em maio custuma dá umas chuva, chuva assim, chuvinha, só pa trazê o frii.
— É, sei não viu, esse frii num tá chegano não! Deve tá vino numa istrada muinto rúim, porque tá demorano chegá.
— Rá rá rá.
— Rarararara.
— O tarveiz o frii veim é diavião, e atrasô por causa do vulcão lá.
— Rarararara.
— Rapaiz, difiço é falá o nome do vulcão. É quineim Furikaka, mais mais complicado.
— Ah, fica onde mesmo? Na Finlândia?
— É… Hmm, é, é na Finlândia mesmo.
— Tem muito petróleo lá.
— Tem.
— Deve sê por isso que o vulcão queimô daquele jeito.
— Já viu o quanto que sai faísca na núve do vulcão? É umas carga positiva, carga negativa…
— Pois é, energia pura.
— E óia que o vulcão nem ixpludiu. Foi só uma cosquinha na barriga dele, e ele deu uma tussidinha.
— Pois é, no dia que ele ixpludi meso, aí a Finlândia vai ficá com uns 5 km só.

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