Jeitinho (ruim de) brasileiro – Parte 1 de 3

Como mencionei no post anterior, desde o ano passado pude sem querer experimentar a sensação de reconhecer o jeito do brasileiro, que por sinal é um tanto saliente. No mês passado eu fiz outra viagem para fora e já esperava novamente me deparar com o tal jeitinho, depois de ter me privado, por algum tempo, do axé que flui de nosso povo. Para o meu azar, contudo, eu me deparei com uma série de atitudes ruins, todas envolvendo brasileiros.

Esses episódios aconteceram tão em sequência que, ao final do último deles, eu disse para mim mesmo, em voz baixa: “putz, ô racinha, viu!”

Decidi naquele momento que relataria minhas observações no blog, assim que chegasse em casa. Cheguei e anunciei essa minha intenção no twitter. Alguns seguidores reagiram energicamente porque eu usei as palavras “brasileiro” e “racinha” na mesma frase, e lançaram umas respostas bem agressivas que eu considerei exageradas, já que eu estava apenas anunciando a intenção de escrever este post aqui. Mas sobre isso eu darei minha opinião em outro momento.

Filtrando aquele repúdio decorado com palavras de alto teor erudito, o que pude aproveitar das respostas do Twitter é que “não se pode (deve?) generalizar”, e que em qualquer lugar tem gente boa e gente ruim, gente educada e gente grosseira, etc. Não duvido, e portanto vou atribuir ao azar o fato de eu ter acidentalmente testemunhado, tão consecutivamente, brasileiros-fora-do-Brasil agindo de forma tão ruim.

Para não deixar o post muito extenso, vou dividi-lo em três partes, relativas aos três episódios que observei. Segue o primeiro.

Encontram-se brasileiros em qualquer lugar do mundo. Somos muitos e nos espalhamos, com fins turísticos ou não. Nos quatro dias que perambulei por Paris ano passado, topava com grupos de brasileiros a cada duas horas. Mas Paris é um destino turístico comum. Incomum foi eu ter encontrado um casal de brasileiros em Braunschweig, relativamente desconhecida cidade alemã. No momento em que os detectei  brasileiros, estavam de bate-boca com a vendedora de uma loja. A moça jogou as sacolas sobre o balcão e virou as costas, seguida pelo rapaz:

— Eu vou é embora desta merda de loja. Essa pé-rapada tá pensando o quê, que eu não tenho dinheiro? Eu devia era ter aberto a minha bolsa e mostrado as minhas notas de 100 euros pra ela.
— Você devia era ter falado assim: “ei, você é uma grandissíssima filha de uma puta”. Ela não ia entender mesmo…

Tratei de fingir que não estava entendendo nada e me afastei. Lembro de ter pensado: “eita povo temperamental, esse”. Mas desconheço o que pode ter se passado antes, então nem dei muita importância. E, pensando agora, esse episódio é insignificante comparado aos outros dois, que relatarei em breve.

Até o próximo!

2 respostas para Jeitinho (ruim de) brasileiro – Parte 1 de 3

  1. Ah! Que suspense!
    Vai demorar o próximo post?
    Hehehe

  2. […] (ruim de) brasileiro – Parte 2 de 3 Continuando meu relato sobre o jeitinho ruim do […]

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