Publicar em revista

novembro 3, 2010

Ter seu artigo aceito em publicação científica é um ritual de passagem: o que está sendo julgado ali nem é tanto o valor científico do texto; é mais a capacidade do autor de sobreviver à ESMIRILHANÇA dos revisores.

Nesse sentido, é mais difícil do que publicar em revista ou jornal. Nem sei como funciona o processo, mas duvido que o editor do jornal perca tempo escrevendo algo maior do que 3 linhas para explicar ao escritor free-lancer por que o artigo dele não será publicado. Se eu tiver que adivinhar, imagino que a rejeição deve ser algo do tipo: “não há espaço para seu artigo no momento, mas obrigado por sua efetiva contribuição”. Em publicação científica, cada um de três revisores menciona, linha a linha, o quanto você é incompetente. São PÁGINAS de defeitos apontados. É uma matança.

A vontade inicial é de simplesmente desistir. O que eu ganho com isso? Meu nome numa revista científica? Já tenho em três, para que mais? A corja de professores cujos nomes constam do artigo, e que NADA fizeram para tê-los ali, ganham muito mais. Ganham pontos para seus programas de pós-graduação, que usam depois para alcançar status em suas carreiras de funcionalismo público que, quase sempre, significa TRABALHAR MENOS.

Mas aí te mandam uma “carta de aceitação condicional”: se você fizer as “correções”, eles te publicam. Existe aí uma oportunidade de melhorar, e o mapa para essas melhorias é definido pelos próprios julgadores. Uma chance de redenção. Uma chance de erguer-se da humilhação pormenorizada e humildemente tentar de novo. Oh, que nobre.

Até hoje, sempre me aceitaram na segunda tentativa. Se me rejeitarem agora, o ego vai doer. Mas, quem sabe, pode-se crescer com a experiência. Ou não. Fracassar traz pontos de Karma?

E é por isso que, passado o fútil debate mental, eu vou acabar não desistindo. Vou acabar brigando para fazer o artigo ser aceito. E no final vou dizer que nunca mais vou escrever outro. Igual das últimas três vezes.

Talvez a rejeição seja necessária.

 


Saudades de comida

setembro 23, 2010

Caso alguém tenha notado o considerável hiato entre o post anterior e este, explico o motivo sucintamente: case-se e entenderá.

A explicação menos sucinta é: um dos maiores desafios da vida de casado é encontrar os limites entre a vida individual de cada participante do casamento, e da vida conjunta criada com o matrimônio. É um pleito diário, definir esses limites. Espero que eu melhore com a prática.

Nesse exato momento, estou no Trabalho, no meu horário de almoço. Sim, geralmente gasto meu horário de almoço na frente do computador. Sabe por quê? Porque eu costumava ter interesses na Internet, desses que no final do dia você dá uma navegadinha, lê umas notícias, escreve um blog, etc. Pois é, na atual cartografia dos limites acima mencionados, o território que contém essas atividades está fora do mapa. Por sorte essas fronteiras estão sempre mudando, como uma ameba tentando se mexer. Quem sabe um dia?

Optei por sempre almoçar no Trabalho porque não sou muito fã de dirigir, e odeio bem menos dirigir por dois percursos de trânsito diários do dirigir por quatro percursos diários. Por isso, não vou para casa. Sou boia-fria… até que aqueço a boia no microondas.

Quem prepara meu almoço é minha esposa. Desconfio que, se ela fosse brasileira (e não alemã), dificilmente o meu almoço de hoje seria filé-de-algum-peixe com duas batatas-assadas-com-casca-e-tudo. Desconfio que haveria arroz ali. E feijão. E … carne. De vaca. Suculenta, deliciosa. Provavelmente.

Por existir a possibilidade de eu _um_dia_ ir viver na Alemanha, fico pensando do que sentiria falta no Brasil. Estou excluindo família etc. e pensando só em coisas bem típicas do Brasil, tipo samba, assalto, sequestro-relâmpago, churrasco, saúde pública sofrível, dias de sol, presença de melanina na pele das pessoas, praias com mais areia do que pedregulhos, imensos recursos hídricos, um mendigo por semáforo, grande potencial de crescimento, …

Como todo brasileiro, acho muito mais fácil apontar as qualidades de lá e os defeitos daqui. Talvez por isso, até eu me mudar para lá e possivelmente mudar de opinião, creio que sentiria falta somente do clima e da comida.

Claro que depende do lugar e da época do ano, mas geralmente na Alemana é frio pra chuchu, úmido, ceu coberto de nuvens. Raramente as nuvens se dissipam e pode-se ver o Sol, mas continua frio do mesmo jeito. Acho extremamente tedioso ter que ficar se montando pra sair de um lugar e se desmontando ao chegar no outro. Camadas e mais camadas de roupas. Sobretudos, jaquetas. CACHECOL, peloamordedeus! Luvas! Tirar o sapato antes de entrar em casa para não sujar tudo de lama. Esse clima enche o saco. Mas acho que até dá para se acostumar. A comida… bem, talvez seja mais difícil.

Eu não sou uma pessoa que ama comer, que sempre quer ir a restaurantes e experimentar coisas novas e gostosas e que vai a churrascaria toda semana. Contudo, aprecio, sempre, o sabor das comidas que amo. Eu sinto o gosto do arroz, do feijão, da carne… e basicamente isso, né? É o que se come por aqui. Mas sempre é bom, sempre é gostoso. A gente vai ao mercado ou à feira e escolhe as frutas, verduras e legumes, ao nosso gosto. A gente vai ao açougue e escolhe a peça da carne: acém, coxão mole, filé mignon, patinho, contra-filé e muito mais. E a gente ainda olha o corte e fala se quer cortado de um jeito, ou de outro, ou com mais ou com menos gordura. A comida é sempre muito boa.

Certa vez na Alemanha, perguntei o que era a comida e me responderam: “carne”. Eu perguntei que tipo de carne, e me responderam: “fatiada”. Perguntei DE QUE ANIMAL vinha a carne e duas pessoas responderam, uma dizendo “ave” e outra dizendo “suíno”. E esse é o máximo de descrição que eu poderia conseguir. E qualquer descrição não mudaria o fato de que o gosto é sempre o mesmo: papelão. Servido com batata assada. Ou batata cozida. Ou purê de batata. Ou salada de batata com macarrão.

Tá, por lá eles comem uns peixes nórdicos super refinados (odeio) e tem toda aquela imensa variedade de salsichas, mas o fato é que a comida por lá tem gosto de tempero, de todas aquelas ervas e cogumelos que crescem no quintal e podem ser comidos.

Será que eles adoram a comida deles do jeito que eu adoro a comida daqui? Não sei. O que sei é que consigo me imaginar vivendo lá e pensando, durante uma refeição: “pô, que saudade de uma picanha ao alho com arroz branco”. E que nunca ouvi minha esposa, que ama comida brasileira, dizer: “nossa, que saudade de uma salsicha com ensopado de repolho e batatas”.


Peach Pie

julho 25, 2010

— Now what smells good in here?

— It’s peach pie. How does it look?

— It looks PEACHY! HAH HAH HAH HAH HAH

— …

(overdose de Annoying Orange dá nisso)


Justin Biba

julho 24, 2010

— Quem é Justin Bieber?

— É esse moleque com um cabelo emo que acha que é negão rapper. Olha este vídeo aqui.

— QUANTOS ANOS ele tem? Doze?

— Quatorze eu acho.

— Ah. Bom, pelo menos muito em breve a voz dele vai mudar e ele vai desaparecer para sempre.


Num gabinete em Brasília (história verídica)

julho 18, 2010

Sem dar nome a nenhum dos bois envolvidos, contarei o seguinte relato da podridão política que alguns têm o infortúnio de presenciar mais de perto que outros. Obviamente, tinha que ser em Brasília. É também interessante publicar isto na data de hoje, em que a reportagem de capa da Revista Época trata do enriquecimento de políticos ao longo do presente mandato presidencial.

Por coincidência (e extremo contraste), a história chegou a mim poucos dias depois de minha irmã retornar de Brasília, onde participou de uma entrevista que era parte do processo seletivo para uma bolsa de doutorado da CAPES. Ela está fazendo o doutorado dela numa universidade na Argentina, ligada a um museu onde se encontram muitos fósseis que fazem parte da pesquisa dela. Foi para lá com uma bolsa do governo argentino que é uma miséria digna da Argentina. A bolsa da CAPES, paga em dólares, não apenas possibilitaria mais conforto durante os quatro anos de duração do Doutorado, como também viabilizaria financeiramente algumas viagens a outros países americanos para o estudo de outros fósseis de interesse a sua pesquisa.

Minha irmã relata a decepção das centenas de pessoas que participaram da entrevista, ao lhes ser informado que o governo realizou cortes na verba destinada a esse tipo de apoio à pesquisa, e que por isso menos pessoas seriam selecionadas neste ano. Até o ano passado, eram concedidas 100 bolsas de estudo de pós-graduação em outros países. Em 2010, seriam concedidas 70 bolsas. Mas os entrevistadores não se cansavam de lembrar que “ter chegado até aqui é uma vitória pessoal de cada um de vocês; vocês são a elite intelectual deste país”.

A poucos metros dali, e ao mesmo tempo do OUTRO LADO DE UM ABISMO, determinado boi inominável aguardava em uma sala de espera de um gabinete de um político inominável. Estavam também na sala uma corja de assessores fazendo PORRA NENHUMA, que é o que as pessoas mais fazem em Bras-Ilha. E, como é típico de gente cujo único talento na vida é ser amigo de pessoas sem pudores de praticar o nepotismo, falavam abertamente bobagens de temas variados.

Em determinado momento, começaram a falar da campanha do Alckmin. Mais especificamente, sobre como a campanha dele não estava decolando. Então o boi inominável sugeriu que o Alckmin não tinha muito dinheiro para gastar com a campanha. E aí um assessor (de PORRA NENHUMA) disse:

Mas como isso é possível? Todo esse tempo de política e não conseguiu desviar dinheiro para campanha? É um idiota mesmo! E idiota tem que perder.

Desconcertado, o boi não encontrava palavras para reagir a tamanha falta de vergonha em defender tão abertamente a corrupção política. Para quebrar o silêncio desconfortável que se instalou no local, outra assessora (de porra nenhuma) comentou:

Ehm, mas é assim, TEM GENTE que prefere usar o dinheiro com o povo, e essas coisas…

O boi disse que precisava ir ao banheiro e resolveu esperar fora da sala. Suponho que o cheiro do banheiro mais pútrido da cidade devesse estar melhor que o odor naquele gabinete. E, provavelmente, em muitos outros.

PS: Minha irmã passou (em terceiro lugar) no processo seletivo e ganhou a bolsa da CAPES. Trinta pessoas a menos que no ano passado não conseguirão seguir sua carreira acadêmica como planejado porque é cada vez menor o número de políticos “que preferem gastar o dinheiro com o povo, e essas coisas”.


Ele rejeitou o Windows e foi reembolsado

julho 16, 2010

Fonte – http://info.abril.com.br

Otto Teixeira, analista de sistemas, de Salvador: ele comprou um Lenovo com Windows, mas não quis usá-lo e pediu reembolso; com sucesso

SÃO PAULO – O analista de sistemas baiano Otto Teixeira, 26 anos, faz parte de uma minoria que sabe que nem todo SO é algo pago.

De 22 de fevereiro a 19 de março, ele travou uma batalha com atendentes, telefonistas e vendedores para obter o reembolso do Windows XP Home que veio embutido em seu recém-adquirido notebook Lenovo s10e.

Seu plano era simples: não ativar o sistema operacional, instalar o livre Ubuntu Netbook Remix e pedir a devolução do valor à Lenovo.

Mas pelo meio do caminho, sabia ele, viriam muitas pedras. Segundo Teixeira, quase todos os funcionários das fabricantes de computadores desconhecem a legalidade da prática – ou, talvez, “fingem para vencer o consumidor pelo cansaço”, cogita.

A favor dele, porém, havia três importantes fatores. Primeiro, os relatos de sucesso dentro e fora do Brasil; depois, a lei que proíbe a venda casada e, por fim, o contrato de uso do Windows.

Este último, quase sempre ignorado pelos consumidores, em determinado ponto informa: “Caso você não esteja de acordo (com os termos do Windows) não instale, copie ou utilize o software; você poderá devolvê-lo ao estabelecimento em que o adquiriu para obter reembolso total”.

Motivado por isso, o analista de sistemas lutou contra burocracia e conseguiu cumprir seu objetivo, recebendo, dias depois, um reembolso de 229 reais em sua conta por parte da Lenovo (o preço do notebook, que era 777 reais, ficou em 548 reais).

Para muitos, pode parecer novidade, mas a prática é uma velha conhecida entre militantes do software livre – uma espécie de honraria para quem compra uma máquina com sistema operacional proprietário incluso.

Teixeira, que se tornou adepto do Linux há três anos, concedeu uma entrevista a INFO Online para contar melhor como foi o processo de receber uma compensação por rejeitar o SO da empresa de Steve Ballmer. Confira logo abaixo:

INFO: Por que decidiu comprar este modelo de notebook que já vinha com Windows?

OTTO TEIXEIRA: Bom, eu já tinha confiança na marca, por ter adquirido outro anteriormente. Além disso, o preço de 777 (com descontos) ficou muito atrativo. Sobre o SO, eu não tive escolha, já que a Lenovo não vende sem Windows.

INFO: Você fez questão de contar o relato detalhadamente em seu blog. Seria uma espécie de serviço para o consumidor?

OTTO TEIXEIRA: Só gostaria de ressaltar a importância em pedir este reembolso para os que não vão usar o Windows. É um direito nosso escolher que SO usar. Atualmente é muito comum que um fabricante X não venda computadores sem Windows. Se simplesmente compramos e trocamos para o de nossa preferência, o fabricante sequer toma ciência da insatisfação do usuário com essa venda. Fora o valor pago por algo sem utilidade, é claro.

INFO: Como foi o processo? Você ligou para a Lenovo e…?

OTTO TEIXEIRA: Como eu não estava obtendo muito sucesso com as atendentes, fui ao Procon me informar sobre o que poderia ser feito. Eu já tinha lido antes o relato de uma pessoa que conseguiu seu reembolso depois de acionar o Procon. Graças à ligação do Procon eu consegui os contatos de pessoas da área de satisfação de clientes da Lenovo, que resolveu o problema. Não chegou a ser necessário abrir uma ação formal, só a ligação deles já foi suficiente para conseguir um contato mais eficaz.

INFO: O Procon então está preparado para este tipo de caso?

OTTO TEIXEIRA: O pessoal do Procon que me atendeu é bastante inteligente e entendeu fácil o problema, que é relativamente complicado. Acredito que a maior parte das pessoas sequer saiba que o SO é pago.

INFO: Você não conseguia chegar a essa área de satisfação de clientes pelo próprio atendimento da Lenovo?

OTTO TEIXEIRA: Não. Não sei se o pessoal do atendimento desconhece a questão do reembolso ou se é instruído a tentar vencer o cliente pelo cansaço, mas falei com quatro deles e não consegui prosseguir.

INFO: Não pensou em desistir nenhum momento?

OTTO TEIXEIRA: Bem, apesar da demora, o processo não foi tão cansativo quanto parece. Boa parte desse mês de “luta” eu fiquei apenas esperando, sem estar constantemente explicando o problema ou sendo transferido entre os atendentes. Mas sim, houve momentos em que pensei se valia a pena o estresse, pois eu nem mesmo sabia de quando seria o reembolso, já que o Windows não estava descrito na nota fiscal.

INFO: O valor final do reembolso lhe surpreendeu?

OTTO TEIXEIRA: Sim, bastante. Foi maior que o valor relatado de alguns reembolsos do Windows Vista, que é mais recente. Sem contar que li casos em que foi oferecido um valor bem menor que o real.

INFO: Como chegou o dinheiro e quanto tempo depois do contato?

OTTO TEIXEIRA: Foi feito um doc para a minha conta bancária. Desde o dia em que iniciei o contato com as pessoas certas, levou cerca de 10 dias.

INFO: Você precisou enviar alguma prova de que não estava usando o Windows?

OTTO TEIXEIRA: Não, isso não foi necessário. Talvez eles chequem se a licença foi ativada.

INFO: Qual foi a coisa mais engraçada ou absurda que lhe disseram no atendimento?

OTTO TEIXEIRA: Uma das atendentes me disse que eu não havia pago pela licença, que esse custo era da Lenovo. Mas a melhor com certeza foi uma resposta dada por e-mail, que afirmava que a mensagem de reembolso deveria ser algum tipo de erro do sistema operacional.

INFO: Hoje está satisfeito com o notebook?

OTTO TEIXEIRA: Sim, bastante. É bem portátil.

INFO: Desde quando você usa Linux?

OTTO TEIXEIRA: Bom, instalei o Linux pela primeira vez em 98, sem nunca ter ouvido falar em software livre ou pensar em trabalhar com TI. Na época, não me adaptei bem e continuei com Windows por um bom tempo. Há aproximadamente três anos passei a usar o Linux como SO definitivamente.

INFO: O que faz você não usar o Windows e sim Linux?

OTTO TEIXEIRA: Diria que as principais razões são maior estabilidade, segurança e possibilidade de customização do SO.

INFO: Nada contra a Microsoft, então?

OTTO TEIXEIRA: Olha, eu estaria mentindo se dissesse que não me incomodo com suas políticas. Mas a questão do reembolso não envolve isso, é meramente por não querer pagar por algo que não usarei. Se analisar bem, o reembolso pode fazer sentido até para usuários Windows, pois eles podem preferir outra versão ou até já possuir uma licença. Eu, por exemplo, tenho licença acadêmica do Windows XP Professional. Não faz o menor sentido pagar por uma licença do Home.


No Brasil e “lá fora”

julho 14, 2010

Recebi esta por email. Supostamente uma designer de interiores que mora na Holanda fala sobre como os brasileiros gostam de falar mal do Brasil e bem de qualquer outro país estrangeiro. Bem, nunca vi brasileiro falando bem de Argentina, mas, enfim… Ela menciona uns aspectos “negativos de outros países. OK. Mas aí na hora de falar das qualidades do Brasil, acho que ela foi meio tolinha. Para essas “qualidades”, acrescentei minhas observações maldosas. Saca só:

*LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO**

**Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente
parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos
positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto
no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das
eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do
serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
**
**Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o
sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas
padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com
mesma mão suja entregam o pão ou a carne.**

**Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas
em folhas de jornal – e tem fila na porta.**

**Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom
ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.**
**
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer
garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o
Cliente’.
**
**Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem
suas crenças e cultura.. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA
a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.**

**Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua
portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de
software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar
com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.**

Peralá! “Muito pelo ao contrário”! É justamente para se comunicar que os softwares se referem ao Português do Brasil. É porque nós chamamos arquivos de “arquivos” e não de “ficheiro”. Assim como dizemos “fila” e não “bicha”.

**
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças,
cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos
muitas razões para resgatar suas raízes culturais.*

*Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de
outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do
Projeto Genoma.

Queria competir com quem? BOLÍVIA? GANA?

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio
de Janeiro foi considerada a mais solidária.

Sei.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE)
estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos
de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma
das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos
teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em
xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros
representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

E quantos porcento da população da América Latina?

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se
instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

Só não se comenta sobre o transporte público, que deveria ser mais eficiente e barato e menos poluidor do que trocentos carros por metro quadrado.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

Num processo de “educação continuada”, que deixa alunos chegarem ao colegial como analfabetos funcionais.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650
mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas
instaladas.

E a quantas andam as taxas de reclamação pelo serviço?
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-
9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas
300 empresas e 265 na Argentina.

E no Congo, quantas?

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Claro, porque todo mundo anda de jato e helicóptero. Transporte público que é bom, niente.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é
maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

Deve ser maior que o de Moçambique também.
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
Pagando o que de taxas?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios
mundiais?

Faturation-tion?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de
70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo
em trabalhos voluntários?

Sério? Quer dizer que de 10 pessoas que eu conheço, 7 deveriam fazer trabalho voluntário? Está mais para zero. Será que estou andando com as pessoas erradas, ou essa estatística está enganada?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

Terceira maior população de um país cuja forma de governo é a democracia. Isso não é medida de democracia.

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios
membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

Mesmo não tendo a ver diretamente com Congresso, uma palavra pra você: Maluf.

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que
se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços
para atendê-los bem?

Taí um motivo de se orgulhar, hein.
**Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e
que enfrenta os desgostos sambando.
OH REALLY? “O povo morrendo de fome” dá um bom samba-enredo mesmo. Sua idiota.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os
credos.

Ah, vai te catar.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda
gente.

Ahan, o povo é que oferece o clima. O povo vai lá e ajusta o termostato. Cretina.

Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!


Alessandra Lelis – Designer de Interiores

Arranje um emprego de verdade. E  pare de gerar spam.